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domingo, 23 de outubro de 2011

Cuidado com as palavras.


Versículos Mt 12:37, Pv 06:02, Nm 13:01-03; 25-30, Sl 27:01 e II Co 12:10.
Pregador: Pr. Jayme de Amorim Campos
Local: Igreja Internacional da Graça de Deus
Data 21/10/2011
Referências Bibliográficas: A Bíblia Sagrada (versões Almeida Corrigida e Revisada Fiel e Nova Versão Internacional).

Porque por tuas palavras serás justificado, e por tuas palavras serás condenado (Mt 12:37).

Devemos ter muito cuidado com o que dissermos. Toda a palavra que sai de nossas bocas pode ser uma confissão de bênçãos ou de derrotas para cada um de nós, pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca (Mt 12:34b). Mas como assim?

Dependendo da palavra que proferirmos, podemos assinar uma confissão que cremos ou não no Senhor. Se alguém tem vivido um problema de saúde, por exemplo, jamais deverá sucumbir diante desse problema e abandonar a batalha, afinal o Senhor Jesus levou sobre si todas as nossas enfermidades (Is 53:04). Caso abandone o combate, essa pessoa está dizendo, de outra forma, que a Palavra de Deus é “mentirosa”, pois Ela não foi capaz de curar. A Bíblia é muito clara em dizer que e caiu na armadilha das palavras que você mesmo disse, está prisioneiro do que falou (Pv 06:02 – NVI). Aquele que confessa apenas a derrota, obviamente, somente alcançará derrota.

Vamos a um exemplo que a Palavra nos trás que elucidará melhor a colocação acima. E o Senhor disse a Moisés: “Envie alguns homens em missão de reconhecimento à terra de Canaã, terra que dou aos israelitas. Envie um líder de cada tribo dos seus antepassados". Assim Moisés os enviou do deserto de Parã, conforme a ordem do Senhor. Todos eles eram chefes dos israelitas (Nm 13:01-03 – NVI). Os israelitas estavam à porta da terra prometida quando o Senhor mandou Moisés enviar espiões para conhecer a terra. Moisés assim o fez e mandou os líderes de cada tribo.

Ao fim de quarenta dias eles voltaram da missão de reconhecimento daquela terra. Eles então retornaram a Moisés e a Arão e a toda a comunidade de Israel em Cades, no deserto de Parã, onde prestaram relatório a eles e a toda a comunidade de Israel, e lhes mostraram os frutos da terra. E deram o seguinte relatório a Moisés: "Entramos na terra à qual você nos enviou, onde manam leite e mel! Aqui estão alguns frutos dela. Mas o povo que lá vive é poderoso, e as cidades são fortificadas e muito grandes. Também vimos descendentes de Enaque. Os amalequitas vivem no Neguebe; os hititas, os jebuseus e os amorreus vivem na região montanhosa; os cananeus vivem perto do mar e junto ao Jordão" (Nm 13:25-29).

Os homens mandados por Moisés estavam indo bem, afinal reconheceram que a terra era boa, manava leite e mel, seus frutos eram grandes e formosos, até aí tudo em ordem. Entretanto, quando eles continuaram, elencaram uma série de empecilhos em relação aos povos que lá habitavam. Pobres deles. No versículo 02, o Senhor Deus disse que Ele daria a terra aos israelitas, não que os próprios a tomariam. Ora, se Deus havia falado, quem eram eles para não acreditar nEle, tendo em vista tudo o que já haviam visto o Senhor operar?

O mesmo acontece conosco. Ao ver um inimigo aparentemente muito forte (um câncer, o divórcio, a falência da empresa, o filho(a) nas drogas, o cônjuge em adultério, o medo que dispara repentinamente o coração, dentre outros), observamos com os olhos humanos e, muitas vezes, trememos diante do mal. Estamos agindo em desacordo com a Palavra, assim como os israelitas, pois Ela nos diz para confiar no SENHOR de todo o nosso coração, e não nos estribarmos em nosso próprio entendimento (Pv 03:05). O que anteriormente vimos? E caiu na armadilha das palavras que você mesmo disse, está prisioneiro do que falou (Pv 06:02 – NVI). Será que estamos proferindo vitórias ou derrotas? Será que temos a confiança, dentro do coração, de que o Senhor pode nos livrar desse infortúnio que nos ataca ou apenas falamos isso em um momento de euforia e depois a chama vai se apagando?

Então Calebe fez o povo calar-se perante Moisés e disse: "Subamos e tomemos posse da terra. É certo que venceremos (Nm 23:30)!" Calebe ousou confiar no Senhor, proferiu uma palavra de vitória e, por ter tal atitude, entrou na terra prometida (Nm 14:24), enquanto os outros pereceram no deserto.

Ousemos confiar em Deus, afinal, o que temos a perder com essa atitude? Absolutamente nada, só temos a ganhar, pois tudo já está perdido sem Ele. O rei Davi foi um homem que soube depositar a sua confiança no Senhor. Ele disse: “O SENHOR é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O SENHOR é a força da minha vida; de quem me recearei (Sl 27:01)?” Não importa que tipo de adversidade estejamos enfrentando, o Senhor é a nossa luz, nossa salvação e a força de nossas vidas, não temos porque ter medo dela.

Mas alguém dentre nós pode dizer: “Mas eu não tenho condições de lutar, sou muito fraco diante desse problema! É fácil falar sem estar no meu lugar!”. Mais uma vez, tomemos cuidado com aquilo que falamos. O apóstolo Paulo soube muito bem lidar com esse tipo de sentimento. Por isso, por amor de Cristo, regozijo-me nas fraquezas, nos insultos, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias. Pois, quando sou fraco é que sou forte (II Co 12:10 – NVI). Mais uma vez, não importa o problema (se é físico, moral, de santidade, etc), se estivermos nos sentindo fracos, digamos a palavra que nos justificará: EM JESUS SOMOS FORTES!!!

Portanto, muito cuidado com aquilo que dizemos, pois através disso poderemos ser justificados ou condenados. Se temos apenas confessado a condenação, oremos ao Senhor para que Ele ponha uma guarda à nossa boca e que guarde a porta de nossos lábios (Sl 141:03). Agindo dessa forma, de nossos lábios sairão apenas as palavras de absolvição (NVI), o Senhor será a nossa luz e a nossa salvação. Então para quer temer o desafio ou o inimigo que está por detrás dele? Obrigado Senhor por essa Palavra de Fé. Amém Senhor Jesus!

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